segunda-feira, 17 de setembro de 2007

"Minha Bike é uma Ferrari"

Quando Michael Schumacher venceu seu primeiro campeonato de Fórmula 1 pela Ferrari, em 2000, a escuderia italiana encomendou uma edição limitada de bicicletas de competição para comemorar o título. Apenas 500 unidades foram produzidas pela empresa Colnago, escolhida para desenvolver o projeto. A série na reluzente cor vermelha, com o famoso cavalo rampante, esgotou-se na semana de lançamento. Só clientes preferenciais puderam comprar. Entre eles, o empresário paulistano Marcio Augusto Garcia, que nunca teve uma Ferrari. Selecionado por ser um apaixonado por bicicletas de competição, ele pagou 8.000 dólares pela magrela que se tornaria uma relíquia. Garcia tem 36 bicicletas e já visitou as principais fábricas européias e americanas em busca de novidades. Ele não está só nessa pista. Há uma elite de ciclistas amadores investindo alto em máquinas consagradas nas competições internacionais.

"Alguns modelos são produzidos com a mesma fibra de carbono utilizada em carros da Fórmula 1", diz André Luís Baptista, ciclista e vendedor da Ciclovece, loja especializada do setor. Com o uso do carbono, o peso da bicicleta é reduzido para 7 quilos (a fabricada com alumínio pesa 10 quilos). No caso da bike da Ferrari, engenheiros da equipe de Felipe Massa e Kimi Raikkonen participaram do desenvolvimento dos tubos de carbono. "Essa bicicleta tem realmente o DNA da Ferrari", diz Garcia, com um sorriso de satisfação. Segundo ele, sua bicicleta vale hoje três vezes mais do que quando foi feita a encomenda. Por isso, quase nunca sobe em seu selim. Prefere deixá-la guardada na garagem.
fonte:Veja São Paulo

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