quinta-feira, 25 de outubro de 2007

FERRARI ACIDENTADA EM SP ERA DE SOCIO DE LULINHA

Por Jorge Serrão

A Ferrari quase teve problemas nos bastidores para confirmar o título de campeão mundial do finlandês Kimi Raikkonen na Fórmula 1. Na semana passada, a tropa de elite do Palácio do Planalto precisou agir, politicamente, nos bastidores da imprensa amestrada e do meio policial, para evitar que rendesse problemas para a família do presidente um simples acidente com uma Ferrari S-430, na Zona Sul de São Paulo. O carrão vermelho de luxo - sonho de consumo de 11 em cada 10 exibicionistas - pertence a um grande empresário do ABC que é parceiro de negócios do primeiro-filho Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, e do primeiro-genro, Marcelo Satto, casado com a filha Lurian. O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos precisou colocar seu “pace car” na pista resolver o problema. O “piloto” daquela Ferrari que vale R$ 1 milhão e 300 mil reais, João Luís Raiza Filho, de 27 anos, foi acusado de agredir o cinegrafista da TV Bandeirantes Fábio Tanaka – que levou seis pontos na boca e registrou boletim de ocorrência por agressão. Para complicar ainda mais o caso do acidente, os dois policiais militares que estiveram no local cometeram a falha de liberar Raiza Filho, sem encaminhar o caso para registro na Polícia Civil. Os dois são investigados pela Corregedoria da PM. A dúvida é se os PMs levaram alguma propina. Ou, então, se ambos se sentiram “intimidados” pelo poder de fogo do dono do carro, que é amigo e sócio dos mandarins da República Sindicalista do PT. A Ferrari S-430, placa FJL-0430, está registrada em nome de João Luiz Raiza. Importante empresário no ABC paulista, João é diretor-regional do Sindicato da Indústria de Construção Civil. Autorizado pelos policiais, Raiza Filho deixou o local do acidente em um Renault Clio dirigido por um colega. Depois, compareceu ao 35º DP (Jabaquara), às 4h45min. O influente pai dele já estava lá, esperando. O rapaz assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

O carrão foi comprado na Via Itália, poucos meses atrás. A Ferrari 2007 tinha só 6 mil quilômetros rodados. O acidente aconteceu por volta das 2h de sexta-feira, na avenida Professor Abraão de Morais, perto do viaduto Aliomar Baleeiro, na pista sentido Imigrantes. A Ferrari bateu em uma defensa e rodopiou. Na batida, perdeu uma roda e teve parte traseira direita bastante danificada. Como o carro é vermelho, da cor do PT, o comentário maldoso nos meios políticos de Brasília é que o acidente produziu um PT: “Prejuízo Total”. Outros “pilotos” famosos A bocuda oposição ao poderoso Lula chegou a espalhar o boato de que a Ferrari pertenceria ao genro Marcelo Satto, embora estivesse registrado no nome do próspero empreiteiro. Mas tem fofoqueiro jurando que o bólido vermelho foi comprado para ser pilotado por amigos e parceiros importantes do empreiteiro do ABC. Afinal, para que serve um carro que vale de R$ 1,3 a 1,5 milhão?

2 comentários:

Anônimo disse...

Cada uma!!!!!Eta paísinho!!!!

Anônimo disse...

Foda, né...